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ph: moritz aust |
conhecemos muito. conhecemos-nos pouco. conhecem-nos ainda menos.
às vezes não nos conhecemos as dívidas. duvidamos dos cadastros e, de alguma forma, tornamos as pessoas levianas. damos-nos ao coração, a estragos precipitados. mas ao coração.
aceitamos os amores como nossos. não como posse, mas nossos. da nossa vida, embrulhados no melhor carinho. sorrisos intermináveis.
aceitamos os amores como nossos. e quando nos damos, as pessoas viram-se maiores. dão-se-nos. a nós, ao nosso coração e ao nosso mundo.
e o mundo é nosso. de cada um de nós. abraçados nas melhores danças.
mas o tempo cura. e destrói. e a única coisa verdadeiramente nossa é parte de nós. só.